Trip & Soul
Marco Aurélio Moura
Costumo responder, normalmente, a quem me pergunta a razão das minhas viagens: que sei muito bem daquilo que fujo, e não aquilo que procuro
Michel de Montaigne
24
outubro
2017

Um Mundo chamado Rocinha

O que pensar ou falar sobre a morte da turista espanhola a caminho de conhecer a favela da Rocinha aqui no Rio de Janeiro.

Tragedias temos quase todos os dias em varias partes do Brasil. Rio e São Paulo são as mais estampadas pela midia, que tem como objetivo vender jornais através do sangue e sensacionalismo.

Não podemos generalizar, com aquele jornalista que cospem sangue em suas matérias e tem prazer no pesar das pessoas.

E claro, se alguém comentar a respeito da maneira que as noticias são expostas, já cairão em cima alegando a liberdade de expressão. Indiscutível a liberdade em tudo, mas fotografar morto sem cabeça ou poças de sangue morro a baixo não me parece bem um bom trabalho jornalistico. Principalmente sobre lugares e pessoas que vendem noticias.

Opinião humilde de um cidadão comum e normal como eu.

Rocinha vista Grand Melia Nacional

No caso da turista espanhola que aconteceu ontem aqui no Rio (23/10/2017) foi um tiro vindo da própria policia. Que é designada a proteger e não matar. Mas talvez a culpa não seja somente do policial que disparou o tiro fatal, mas de várias coisas em conjunto. Excursão pelas favelas cariocas é muito comum e interessante para turistas brasileiros ou estrangeiros. A cidade está rodeada de morros e estes quase sempre populosos com moradores inocentes que não tem nada a ver com a criminalidade que acontece ao seu redor.

O que essa empresa de turismo pensou em levar três turistas numa Rocinha em estado tenso ? E ainda para piorar , não foi com o usual jipe aberto de fácil identificação por todos, mas a chuva obrigou usarem um carro fechado. Mas um carro bem fechado e sofisticado atravessando uma barreira policial. Que provavelmente o policial poderia estar no celular, tomando café ou conversando, que quando percebeu atirou e correu atrás...

Sera que a turista não insistiu mesmo depois de ter sido advertida que Rocinha neste momento não seria o caso?

Rocinha vista Grand Melia Nacional

O meu escritório fica numa  ponta da Avenida Aquarela do Brasil e a Rocinha do outro aqui no bairro de São Conrado. Também diariamente logo cedo eu desço na estação de Metro São Conrado/Rocinha e nunca me senti inseguro com isso. Pelo contrário, como fotografo desde que cheguei no Rio me organizo subir a favela para fotografar. Mas demorei e agora subir a favela com uma câmera fotográfica vou parecer um jornalista ou mesmo policia e com isso correr risco. Por isso quero subir ainda neste momento com algum morador e sem equipamentos.

O bairro de São Conrado é um dos bairros mais ricos e seguros da cidade. No morro as casas quase sempre de 3 ou 4 andares que muitas vezes se confundem com o apinhado de barracos da Rocinha.

É importante voltar poucos anos na historia e entender o crescimento da Rocinha e o que a fez ser o icônica favela do Brasil.

Não vamos generalizar quem vive em determinados lugares . Na Rocinha por exemplo somente uma minoria que é envolvida com drogas e armas. Os demais são trabalhadores esforçados que sobem e descem o morro para trabalhar para as famílias do asfalto.

Rocinha vista Grand Melia Nacional



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