Trip & Soul
Marco Aurélio Moura
Costumo responder, normalmente, a quem me pergunta a razão das minhas viagens: que sei muito bem daquilo que fujo, e não aquilo que procuro
Michel de Montaigne
03
agosto
2015

Uma cidade segura. Para quem?

Paulistanos e, claro, todos os brasileiros ligados nos noticiários diariamente se sentem inseguros em andar pelo centro da capital paulista.

Apesar de ser um lugar inusitado, com um comércio diversificado, prédios que contam a história de SP, centro culturais e, até policiamento à vista, o centro divide seu legado com pessoas desafortunadas que fazem das suas ruas e praças a sua moradia, em meio a lixo e drogas.

Neste último domingo, logo cedo, fui, com uma amiga, ver a exposição Kandinsky, no Centro Cultural Banco do Brasil. Ela se sentiu um pouco assustada e, não quis tirar seu celular da bolsa ver as horas, já que é notório o grande número de roubos por ali. Ao mesmo tempo e ao nosso lado passava um grupo de turistas com suas câmeras e mapas abertos procurando alguns lugares no centro, sem saberem que estavam correndo riscos. Infelizmente, somos nós, brasileiros, que ficamos tensos por eles, mesmo que o local estivesse com um pequeno policiamento para garantir esta segurança.

É impressionante quando não temos a noção do perigo e chegamos até certos limites, como uma criança acariciando um leão e quase entrando na boca da fera.

Eu sempre me vanglorio que nos últimos 5 anos que viajo ao Cairo, ando de madrugada pelo centro da cidade onde nem vejo muitos moradores locais. Mas talvez porque eu também não tenha a noção exata destes limites. E muitas destas vezes é interessante não ter limites.

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