Trip & Soul
Marco Aurélio Moura
Costumo responder, normalmente, a quem me pergunta a razão das minhas viagens: que sei muito bem daquilo que fujo, e não aquilo que procuro
Michel de Montaigne
03
fevereiro
2016

Você já foi ao México?

Você já foi ao México? Não? Então vá, mesmo com o dólar a R$4,00, a viagem vai valer a pena. Para mim, visitar o México é algo para se fazer inúmeras vezes na vida. E mesmo assim, este País irá te surpreender.

O México vai muito além de Cancun como pensam a grande maioria dos turistas brasileiros. É um País de dimensões imensas, com características únicas e um povo simpático, feliz, agradável. No final de 2015 fui pela segunda vez e, agora, para passar réveillon em Acapulco, que queria conhecer por causa de filmes (lembram de Elvis Presley?) e, até do Chavez.

México













Há 2 anos atrás estive em Puerto Vallarta, com paradas obrigatórias em Guadalajara e claro, a capital, Cidade do México. Uma cidade que impressiona pela sua arquitetura e sofisticação. Eu sou apaixonado por São Paulo, mas digo que nós ainda temos ainda muito que aprender com eles.

Passear pelos parques, pelas avenidas largas, se deparar com edifícios sem fim, com projetos arquitetônicos diferenciados, museus maravilhosos são ingredientes para se recarregar as baterias e, se encher de cultura. Voltei, agora, ao suntuoso e irresistível museu Soumaya, que pertence ao mega investidor Carlos Slim, onde se pode apreciar a maior coleção de Rodin fora da França. Simples assim.

México













No centro da cidade, tem o Museu do Azulejo que, na verdade, é um empreendimento que oferece restaurantes, cafés, lojas e, somente a estrutura é de um museu. E, claro que quando visitamos estes lugares acompanhado de um amigo local, os olhares são outros, o aprendizado é muito maior e deixamos de ser turistas para nos sentirmos locais, o que me encanta muito, pois acabei encontrando restaurantes estilosos e comidas de várias partes do mundo no centro da cidade.

O México e, principalmente, suas cidades/praias mais conhecidas são bem populosos, portanto se prepare. Além da organização, um a simpatia do povo mexicano é para se levar em conta, em qualquer lugar, até nas ruas. Ainda no centro da Cidade do México, visitamos um famoso e tradicional hotel, onde foi gravado o último filme do 007 (007 contra Spectre), que mostrou a grande festa dos mortos e a beleza de toda cidade.

México
Festa esta que, infelizmente, ainda não é bem entendida por muitos, principalmente nós brasileiros, que acham que cultuar caveiras não traz boa sorte. Crendices à parte, a caveira tem até nome – Catrina, que sempre está vestida de diferentes personagens e simboliza muito a devoção religiosa que eles têm. Cultuar e comemorar o aniversário da morte de entes queridos é outro tipo de festa, com direito a decoração e comidas típicas com o nome do falecido escrito nos pães e bolos, além de muita música e dança. Enfim, cultura é cultura e temos que entender. Afinal, aqui não temos o Carnaval?

Decepção também faz parte

Mexico Acapulco
Acapulco foi a decepção dessa viagem. Mesmo com um mar bonito porém um pouco poluido e apinhado de esportes aquáticos tirando o sossego e segurança dos banhistas, diferente de Puerto Vallarta, que adorei, esta praia que fica há 400 km da Capital, é repleta de gente, prédio e restaurantes típicos o que acaba escondendo sua beleza, bem diferente de quando a vemos nos filmes ou na TV. E, as referências que tive não foram boas, mas como sou curioso, paguei para ver. Talvez eu tenha errado a praia, que foi a Condessa.


Me senti claustrofóbico ao andar por suas calçadas e ter que me esticar para ver o mar. E, como era fim de ano, noite de réveillon, tudo era lotado e, tão cedo não pretendo voltar.

Isto não quer dizer que não voltarei a Puerto Vallarta, esta sim, quase uma Búzios mexicana.

Lembrando agora, nos dias que passei lá, havia muita segurança e não tive problema. Porém o que me chamou muito atenção e ajudou aumentar a tensão sobre a cidade, foi o grande número de carros do exército, com soldados fortemente armados. Caminhonetes e mais caminhonetes sempre com quatro soldados com metralhadoras, outros parados nas calçadas.

Dava a impressão de que eles esperavam alguma acontecimento fora do normal. A impressão não foi das melhores.

Voltando a Cidade do México, fizemos passeios maravilhosos, indo a parques mais afastados do centro, em feiras e em bairros boêmios. Uma visita imperdível é o Museu de Dolores Olmedo, que na época de Diego e Frida, era a patrocinadora da exposição deles e também tinha sido amante dos dois. O museu, fica em uma grande fazenda  absorvida pela cidade, e tem um espaço que explica a festa dos mortos, restaurantes e um acervo impressionante dos dois artistas.

Agradecimentos a Aeroméxico e hotéis Posadas.

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