Vair dar Jacaré - Biografia de Caio de Alcantara Machado
Maria Izabel Moreira Salles
Os livros tem os mesmos inimigos das pessoas: fogo, umidade, animais, clima e seu conteúdo.
Paul Valéry
19
julho
2021

A Importância de Uma Biografia

Queridos leitores, muito me honrou o convite do Portal Eventos para eu escrever um blog, com o objetivo de divulgar o meu livro recém lançado “Vai dar Jacaré: A incrível história de Caio de Alcantara Machado”, uma biografia romanceada do criador das Feiras de Negócios no Brasil, do construtor do Anhembi e outras tantas iniciativas, e ir narrando devagarinho pequenos trechos de alguns capítulos. Em respeito às pessoas que já compraram e leram o meu livro, contarei a vocês curiosidades e partes de alguns capítulos que foram cortados por total falta de espaço. “Vai dar Jacaré” também contempla o período no qual Caio foi Presidente do Instituto Brasileiro do Café (IBC) na época, a principal Autarquia do Governo, isto porque o café era o produto mais importante das nossas exportações. Além da vida do Caio, como pano de fundo narro a história de São Paulo e do Brasil. Portanto, poderíamos também catalogar o livro como sendo um livro de História.

Gostaria de compartilhar partes da narrativa que consigam tocá-los da mesma maneira que me tocou enquanto escrevia a trajetória desse homem, que em parceria com o Presidente Juscelino Kubitschek, tinham como ideal transformar um país rural num país industrial, fazer do Brasil uma nação moderna, rica, mais justa e respeitada pelo mundo. Nação essa que os brasileiros sentissem orgulho de terem nascido aqui. Pensei que talvez fosse interessante contar primeiro porque eu escolhi escrever uma biografia, simplesmente porque as biografias possibilitam o historiador trabalhar com uma enorme riqueza de dados, podendo carregar em suas páginas não só a vida do biografado, como a reconstrução do tempo histórico que o biografado viveu, abraçando a história do seu país e do mundo, podendo retratar em suas linhas todos os sonhos, angústias e alegrias das pessoas que viveram no mesmo período.

Alguém já disse que toda biografia é um belo retrato feito com papel e letras, e a grande vantagem que vocês irão encontrar neste tipo de leitura é a verdadeira história do caminho que alguém trilhou, e ao correrem os seus olhos pelas páginas irão pouco a pouco ver se descortinar como num romance, a personalidade do biografado, sua visão existencial, suas alegrias e sofrimentos que como “numa construção lógica” fará sentido à vocês, do porque cada tijolo foi colocado no edifício da vida de quem o construiu.

É impossível não se sentir profundamente tocado a cada página virada, ao se constatar como o biografado conseguiu se tornar um eu, através das várias tentativas que fez, dos vários caminhos que tentou, acertando e errando, caindo e se levantando até chegar o momento de ter se constituído alguém digno de ser perpetuado pelos seus fazeres.

Embora a biografia seja um “gênero literário”, ela se encontra num ponto médio entre a ficção e a realidade histórica, e como diria o historiador francês François Dossê, “a biografia é uma Ficção Verdadeira”. Fica nítido que cada uma das explicações que se extrai nessa busca da vida alheia, com certeza, alguma resposta pode ser encontrada para os impasses do tempo de hoje e até mesmo para as nossas próprias vidas.

A biografia, segundo os historiadores “irriga docemente o hoje com os encantos do ontem”. Virginia Woolf frisava que a biografia tem o poder de gerar conhecimento e de sensibilizar leitores. Eu acredito que o prazer que esse tipo de leitura nos trás, é chegar à inquestionável conclusão da existência da relação entre a vida de cada um de nós com o mundo.

Eu decidi definitivamente escrever a biografia do Caio no momento que li na edição de aniversário dos 25 anos da revista “Veja São Paulo”, que declarava aos seus leitores que para celebrar esse seu aniversário decidiu eleger as 25 pessoas mais importantes que contribuíram para a construção de São Paulo, e no meio do Padre José de Anchieta, Fernão Dias Pais Leme, Dom Pedro I e outros, lá estava Caio de Alcantara Machado.

Só que a revista fazia um alerta dizendo que Caio tinha inaugurado no Parque Ibirapuera a Fenit, a Feira Nacional da Industria Têxtil, a primeira de inúmeras, a mãe das Feiras de Negócios do Brasil, mas que Caio de Alcantara Machado estava caindo no esquecimento e para sanar tão grande falha, a revista propunha que todo evento, na sua abertura, deveria fazer uma homenagem a esse “bandeirante”. Quando terminei de ler a matéria senti um aperto no coração e no dia seguinte comecei a escrever as primeiras linhas sobre esse grande “tycoon”, assim chamado pela própria Veja, que explicava se tratar de um neologismo criado pela revista Time para definir o empresário muito rico, que diferentemente de seus pares, defende ideias arrojadas, pioneiras, a despeito do ceticismo generalizado. Segundo a Veja: “Caio de Alcantara Machado talvez seja um dos poucos empresários brasileiros que se enquadram nessa privilegiada categoria”.

Caio de Alcantara Machado não só criou as Feiras de Negócios que estão na memória dos brasileiros como ainda o DNA da Alcantara Machado permanece em todas as Feiras atuais. Enquanto o país se industrializava, ele teve a preocupação de levar os produtos ao consumidor, que segundo alguns, Caio teria inventado o consumo no Brasil e acabou por influenciar tanto a economia do Brasil como o cotidiano dos brasileiros.

É sobre ele e suas incríveis histórias que contarei a conta gotas em cada blog para deixá-los curiosos e com água na boca. Até o nosso próximo encontro.

Se você gostou da gotinha de história que você acabou de ler e, para matar a sua curiosidade e sua sede de conhecimento, sinta-se à vontade para comprar o livro inteirinho.

Ele só está à venda no site: www.vaidarjacaré.com.br


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