Vendo do mundo os segredos escondidos
Sergio Junqueira Arantes
Os casos vi que os rudes marinheiros, Que têm por mestra a longa experiência, Contam por certos sempre e verdadeiros, Julgando as coisas só pela aparência, E que os que têm juízos mais inteiros, Que só por puro engenho e por ciência, Veem do mundo os segredos escondidos, Julgam por falsos, ou mal entendidos
Camões, Lusíadas, Canto V
28
outubro
2012

É um absurdo, RJ e SP não terem um centro de convenções a altura de seu Destino

Segue para análise daqueles que acompanham meu Blog, o Editorial da edição 65 da Revista Eventos.

O novo Centro de Eventos de Sauípe, que recepcionará a cerimônia de sorteio das chaves da Copa 2014, no ano que vem, e a inauguração do Centro de Eventos do Ceará prenunciam novos e bons momentos para a indústria de eventos brasileira.

À primeira vista podem parecer apostas arriscadas, muito além da necessidade atual do mercado nacional. Mas são governantes e empresários arrojados que miram no horizonte, que potencializam os mercados e, desafiando os incrédulos, transformam em realidade seus sonhos.

O mero anúncio da breve inauguração do Centro de Eventos do Ceará teve o condão de elevar Fortaleza ao TOP 5 na pesquisa “O Mercado de Congressos no Brasil” e ao TOP 3 do Prêmio Caio 2012.

O mesmo ocorreu com Sauipe que, após vários anos liderando o TOP dos Destinos, no Prêmio Caio Nordeste, nos dois últimos anos ficou na última posição do TOP 5 Regional. No Prêmio Caio 2012, o simples anúncio do novo centro de convenções alavancou sua votação, recolocando-o no TOP 3 dos destinos nordestinos.

Essa é a grande lição: empresários e governantes que acreditam em seus Destinos, exponenciam o seu potencial, gerando riqueza e desenvolvimento socioeconômico.

Infelizmente, a lição nordestina ainda não foi aprendida no eixo Rio/São Paulo. Donatários dos maiores legados da Copa 2014 e das Olimpíadas, as duas cidades ainda hoje não tem planos de construção de um centro de convenções que permita que ambas disputem os grandes congressos internacionais, sem precisarem fazer gambiarras em seus acanhados e ultrapassados equipamentos atuais.

O anúncio do Expo São Paulo, nome sugerido pelo presidente da Ubrafe para o pavilhão que se anuncia para Pirituba, e a reforma do RioCentro, não resolvem o problema, por estarem ambos localizados em sítios que prejudicam a possibilidade dos participantes de eventos, ali realizados, usufruírem do melhor que estas cidades proporcionam: sua gastronomia, sua rica atividade cultural e o esplendor de sua arquitetura.

Provam esta afirmação não só o RioCentro, mas também o Anhembi que, após quase 50 anos de existência, não conseguiram criar uma área de sinergia com o desenvolvimento de restaurantes, casas noturnas, bares, teatros, museus e uma rede de hotéis que atendam a sua demanda.

Mega eventos são muito importantes, desde que os Destinos que os recebem estejam preparados, ou se preparem, para aproveitar a franja de atratividade que se cria. Isto exige, além da capacidade de bem recepcionar, a existência de centros de convenções modernos e com capacidade para atender a esta demanda, de forma adequada, à altura dos melhores do mundo. Afinal, não é isso que pretendemos? Ser um dos melhores do mundo? Então, façamos por merecer o título.

Com a palavra, os empresários e governantes de São Paulo e do Rio de Janeiro.

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