Portal Eventos

* Antes de imprimir pense em seu compromisso com o Meio Ambiente

Tecnologia em Eventos
Marco Barcellos
O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis
Fernando Pessoa
27
junho
2012

Eventos 2.0: Presenciais ou Virtuais?

escrito por Marco Barcellos

Poderíamos dizer que os eventos são quase “pré-históricos”, já que tiveram a sua origem na Antiguidade. Sobreviveram a diversos períodos da história da civilização, cresceram em relevância, adquiriram novas características sócio-econômicas em cada época até chegar aos dias de hoje.

No mundo dos negócios, o “pai do Marketing” Philip Kotler cita pela primeira vez o “evento” como uma ferramenta de negócios no final da década de 60, mesmo que utilizada timidamente em promoção de vendas e relações públicas desde a década anterior.

Em Marketing, podemos dizer que um evento é uma atividade programada e estruturada que favorece ao relacionamento interpessoal.Ou seja, uma oportunidade para desenvolver o contato “face a face” com seus clientes, fornecedores e parceiros de negócios. Incluímos neste grupo as feiras, exposições, congressos e seminários.

De forma simplificada, um evento pode ser dividido em duas partes: o software (planejamento e implementação de programas que garantam a interação com clientes), e o hardware (exposição física e materiais utilizados para atrair o público). Para uma receita de sucesso, um evento precisa equilibrar estes dois ingredientes em torno de um objetivo central: gerar resultados mensuráveis.

De volta aos conceitos do mestre Philp Kotler, sempre vale à pena reforçar a influência dos eventos para:

  • Conscientização do nome da empresa;
  • Identificar e mapear o mercado-alvo;
  • Criar experiências e sensações quanto à marca;
  • Entreter clientes e permitir oportunidades de divulgação e;
  • Promoções de produtos e serviços.

Na nova Era do Conhecimento, esta influência é cada vez mais importante visto que o gerenciamento do tempo e das prioridades é o principal desafio dos profissionais de hoje. Um evento bem estruturado e com assuntos relevantes torna-se uma ferramenta fundamental para agilizar encontros e potencializar os negócios.

Na década de 90, com o uso em larga escala da Internet comercial, o mundo corporativo conviveu com teorias diversas, mas que nunca abandonavam os eventos em suas abordagens mercadológicas. Podemos citar o Marketing de Relacionamento (Pepper & Rogers), Marketing Viral (Seth Godin) e o Buzz Marketing (Mark Hughes), entre outros.

Chegamos ao século XXI confrontando pela primeira vez a força do Marketing face a face com o crescimento do fenômeno das Redes Sociais. E agora, qual é o melhor dos mundos? Pois aqui não há dúvida: fique com os dois! Sem dúvida, a melhor solução para o marketing são os eventos híbridos, oferecem o melhor do mundo real com a realidade virtual das Redes Sociais.

Segundo o estudo Cisco VNI (Virtual Networking Index) – publicado em maio de 2012, estima que a Internet crescerá quatro vezes nos próximos quatro anos e, como consequência direta, teremos cada vez mais usuários conectados na rede mundial. A projeção é que em 2016 teremos cerca de 3,4 bilhões de usuários de Internet - cerca de 45% da projeção demográfica mundial, de acordo com as estimativas das ONU (Organização das Nações Unidas).

No momento em que o Brasil atinge a marca de 82 milhões de usuários navegando na internet, esta parece uma tendência mais do que factível. Segundo levantamento do IBOPE em 2012, aproximadamente 42% dos brasileiros já tem acesso à rede mundial de computadores, o que representa um crescimento de 5% em relação ao ano passado.

Com todos esses números, o desafio agora é combinar as vantagens de cada universo – real e virtual, conectando e integrando os eventos presenciais com as diversas ferramentas de comunicação online.

É claro que o universo da Web 2.0 é muito rápido, e as Redes Sociais estão em constante mutação. Mas podemos arriscar algumas ferramentas e aplicações essenciais no mercado brasileiro:

  • Facebook: gerar conteúdo e monitorar;
  • Twitter e Linkedin: convidar, comunicar e “escutar”;
  • YouTube e Flickr: compartilhar imagens;
  • Blogs (Blogger e Wordpress): interagir;
  • Webcasting e Podcasting: transmissões de conteúdo.

De fato, existe uma infinidade de opções para conectar seus eventos presenciais com o universo das Redes Sociais. Mas uma regra é fundamental: essas novas ferramentas devem ser utilizadas para complementar os seus eventos e ampliar a sua abrangência.

Não pense em substituir uma oportunidade presencial por modismo ou apenas para economizar seu budget. A utilização de Redes Sociais deve fazer parte de qualquer estratégia de eventos no mundo atual.

Enfim, temos que pensar em um Marketing cada vez mais holístico, pois temos a oportunidade de integrar as Redes Sociais aos eventos presenciais. O que seria uma “revolução” para os eventos pode, na verdade, representar uma evolução para o mundo dos negócios.

Lembre-se, porém, que o uso das Redes Sociais será tão importante para a empresa na medida em que aprendermos como utilizá-las no mundo real para atender cada vez os nossos clientes.

Então, eventos presenciais ou virtuais? Não tenha dúvida, fique com os dois!