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Vendo do mundo os segredos escondidos
Sergio Junqueira Arantes
Os casos vi que os rudes marinheiros, Que têm por mestra a longa experiência, Contam por certos sempre e verdadeiros, Julgando as coisas só pela aparência, E que os que têm juízos mais inteiros, Que só por puro engenho e por ciência, Veem do mundo os segredos escondidos, Julgam por falsos, ou mal entendidos
Camões, Lusíadas, Canto V
05
maio
2013

Mostra no Rio comemora Exposição Mundial 1922

No momento em que o Brasil disputa a realização da Exposição Mundial, que se realizará em 2020, a Mostra do Centro Cultural dos Correios (de 09 de maio a junho - é a demonstração de que, apesar do BIE (Bureau International des Expositions) não ter incluído o evento carioca na listagem oficial das exposições mundiais, ela foi de grande importância para o Brasil, e de ampla repercussão internacional. Aqueles que visitarem a Mostra poderão avaliar.

Para que se possa melhor avaliar sua relevância, importante acrescentar que foi sob impacto da Exposição Mundial de 1922 que dois ícones do turismo carioca foram construídos: Copacabana Palace e Hotel Glória.

Esperemos que São Paulo conquiste a Expo 2020 e que a mesma deixe legados da importância dos deixados no Rio de Janeiro, pela Exposição Mundial de 1922.

Se estiver no ou passar pelo Rio nas próximas semanas, não deixe de assistir a esta Mostra. Confira reportagem abaixo.

Mostra no Rio resgata clima da Exposição do Centenário da Independência em 1922

Isabela Vieira

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Não é de hoje que a cidade do Rio de Janeiro é cenário de grandes eventos mundiais. Há 90 anos, a então capital da República organizava a Exposição Internacional Comemorativa do Centenário da Independência e apresentava o Brasil e o Rio ao mundo. O evento, que remodelou a cidade e trouxe 3 milhões de visitantes em uma época em que não se viajava de avião, será recriado com fotos, mapas e objetos da época, no Centro Cultural dos Correios.

Batizada 1922/2012 - 90 Anos da Exposição do Centenário, a mostra será aberta quinta-feira (9) e vai até junho. Em duas salas, serão apresentados os preparativos para o evento. Em outro local serão expostos fotos, selos e moeda comemorativos, mapas, revistas e um filme sobre a exposição, que ajudarão o carioca a reconstruir a cidade do início do século 20.

A curadora da mostra, a museóloga Ruth Levy, lembra que foram construídos para a exposição, mas depois demolidos, os chamados pavilhões, palácios que ocuparam boa parte da área central, como Palácio Monroe, no centro. Eram espaços que reuniam informações sobre produtos da indústria brasileira, agricultura e também divulgavam dados, como o pavilhão da estatística.

“Esse espaço mostrava o Brasil em números, exibia relatórios, censo populacionais e pesquisas. Naquela época, não havia meios de comunicação e conseguir informação era algo muito difícil”, disse Ruth. “A exposição tinha esse sentido, de reunir em um espaço tudo sobre o Brasil, sobre Rio e sobre os países expositores”, acrescentou.

Na mostra, será possível conhecer também o Morro do Castelo, que foi demolido para a exposição internacional, em um processo de reurbanização e higienização da cidade, considerado controverso pela população. “Era um momento muito semelhante ao que estamos vivendo, com obras feitas às pressas, de remodelação do Rio para a Copa do Mundo e Olimpíadas”, declarou.

Do evento de 1922, restam ainda no centro da cidade os prédios da Academia Brasileira de Letras (ABL) que era o pavilhão da França e o Museu da Imagem e do Som. No local onde foi erguida a Embaixada dos Estados Unidos ficava o pavilhão americano, posteriormente demolido.

Outro destaque da exposição é o convite oficial para o evento emitido às autoridades internacionais pelo governo brasileiro. O documento foi cedido pelo Museu da República.

Ao todo, mais de 200 eventos marcaram a Exposição do Centenário, que se estendeu até 24 de julho de 1923, recebeu 12 mil visitantes por dia e 14 delegações internacionais.

Fonte: Agência Brasil