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Reflexões & Aprendizados
Andréa Nakane
Você pode sonhar, criar e construir a idéia mais maravilhosa do mundo, mas são necessárias pessoas para fazer o sonho virar realidade
Walt Disney
13
julho
2014

A Taça do Mundo em Hospitalidade é Nossa!

escrito por Andréa Nakane

A máxima que tudo pode piorar, nos deixou ansiosos e até mesmo descrentes com relação a produção da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo da FIFA 2014, no Brasil.

Após receber inúmeras criticas, não só do povo, dos torcedores, mas de profissionais da área de produção e eventos, o promotor da Copa decidiu honrar e enobrecer a ginga, a malemolência de um povo, que consagrou-se o grande campeão desse campeonato.

Nada de belgas a frente do projeto, convocou-se profissionais do samba e da dança, resgatou-se símbolos tupiniquins presentes no imaginário popular mundial, com mulatas com figurinos decentes e pudicos, baianas e suas rodadas mirabolantes de saias poéticas e de muita tradição, homenageando as 31 seleções nacionais que aqui estiveram, tudo ao som contagiante e pulsante de uma bateria de escola de samba, nosso mais lindo espetáculo e esse sim uma verdadeira constelação de estrelas da música, do ritmo e da mais pura brasilidade.

Teve glocalização pura, com artistas com alma e coração latinos: Shakira, Carlinhos Brown, Carlos Santana, Wyclef Jean , Alexandre Pires e Ivete Sangalo.

Pode ser até óbvio, mas nada vergonhoso. Foi simples, mas deu o seu recado, sem ruídos ou incompreensões. Em eventos é assim, se não há ousadia para inovar, para demonstrar arrojo, deve-se trilhar um caminho do convencional, que se envolvido com emoção, atinge o espectador e os resultados esperados.

A festa teve seu tempo diminuído e até o pobre coitado esquecido do mascote da Copa de 2014, o Fuleco, deu o ar de sua graça... mais animado que o normal, talvez por já estar sentindo a leveza da proximidade do término de um megaevento e que mesmo com toda a problemática de infraestrutura, clima político e insegurança conseguiu transcorrer em uma normalidade incontestável.

O cenário antecedendo a realização da Copa do Mundo da FIFA estava deixando a maioria dos brasileiros envergonhados, revoltados, receosos e totalmente descrentes com relação ao nosso potencial e habilidade de organização de grandes eventos.

Porém conseguimos gerar sensibilização e unirmos esforços para fixar a percepção de que somos um dos povos mais hospitaleiros do mundo e que acolhem tão bem seus visitantes.

E hoje posso esbravejar com muita ufania, se não de nossos governantes, pois estes já estão no nível mais baixo do ranking da minha credibilidade, de nosso potencial. Olho nos olhos de minha filha, que representa o futuro do país, e digo mesmo com os olhos marejados, que me orgulho por ter feito o possível para deixar a minha marca de brasileira ética, profissional, altruísta e sobretudo hospitaleira.

Eu continuo a acreditar no Brasil, pois ele é composto parcialmente por gente muito humana, destemida, uma brava gente que não merece torcida contrária e dirigentes preocupados só com seu ganho. Isso não me Representa!

A taça do mundo da hospitalidade, sem dúvida, alguma é nossa! Isso sim é Padrão Brasileiro e não Padrão FIFA.

Que venham os Jogos Olímpicos de 2016!