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Paulo Passos
"Não olhe para o ciclo de vida do produto: olhe para o ciclo de vida do mercado"
Philip Kotler
26
janeiro
2021

Na guerra entre a cruz e a espada, a política se tornou o cerne da questão.

escrito por Paulo Passos

Um dos piores empregos no mundo em 2020 foi o de gestor público. Abre? Fecha? O que fazer?

Governantes do mundo todo levaram “pedradas” em suas determinações e escolhas, sempre amparadas por especialistas renomados que, de um lado ou do outro, abalizaram suas decisões.

Engana-se quem tem o olhar apenas regional. De uma pequena cidade, passando pelas maiores potências, a escolha entre a cruz e a espada foi mundial.

E teve a internet, ahhhh, a internet!

De um dia para o outro, milhares de bioquímicos, médicos, virologistas e cientistas nasceram e se formaram. Especialistas formados em minutos, que defenderam suas teses com a convicção de um prêmio Nobel.

O mundo se dividiu em dois. Os que defenderam a cruz, neste caso representando a saúde, o isolamento social, como forma de abrandar os efeitos da pandemia nefasta, e os que defenderam a espada, símbolo análogo da economia, do emprego, do prato de comida na mesa. Milhares de defesas escritas e faladas de ambos os lados.

Famílias divididas e amizades desfeitas.

Nas mãos de políticos, bem e mal intencionados, a população mundial se viu à mercê de decisões nem sempre corretas. O que fazer? Como fazer? Que escolha de Sofia fazer?

Milhares de dados, entrevistas e depoimentos de ambos os lados, todos amparados por especialistas e gráficos.

Nitidamente, a grande preocupação foi a de abalizar as decisões. O capital político entrou no jogo, e na guerra entre a cruz e a espada, a política se tornou o cerne da questão.

O medo venceu a primeira batalha. O medo de adoecer, de perder o emprego, de morrer, ou das inúmeras dificuldades econômicas que se avistavam. Medo do presente e do futuro próximo.

O setor de eventos sofreu e sofre. Um pesadelo de proporções apocalípticas e nos tornamos coadjuvantes das brigas políticas.

A pergunta que faço é: como nossos governantes não conseguem enxergar que nosso setor é, talvez, a solução da discussão entre a cruz e a espada? A visão está embaçada pela política?

Os eventos se prepararam e estão aptos para oferecer segurança (cruz), fomentando a economia (espada).

Nossos profissionais são os mais capacitados para trabalhar com pessoas e oferecer segurança.

O transporte público lotado e a aglomeração nas ruas de comércio varejista, são apenas exemplos da incoerência existente.

É inadmissível!

Caros gestores públicos: somos mais do que solução, somos peça fundamental para salvar a economia, capaz de gerar empregos, fomentar negócios, oferecendo segurança em todos os níveis.

Entre a cruz e a espada, escolham os eventos!